domingo, 20 de junho de 2010

Pensamento sobre o amor




Se achares que tal sentimento causa dor.
Sim!  Sem amor se vive!
Mas não se sonha tanto quanto se tivesse amor.
É monótono um chão sem declive.
Ai, que não fosse o alívio da fantasia!
Desgraçado seria.
Oh!  Triste vida real aquela  que nem de vez em quando desmente.
Condenada estaria.
Socorram-me falta um alimento!
Tão bom e essencial a alegria.
Sem amor estou doente!
Para tal malefício ungüento.
Mas, não me deixe morrer com a boca vazia!

Conceiça Santos


OBS (A imagem que ilustra este texto não é minha: pertence a  triomaravilhoso.blogspot.com/2010/06/toco-o-t...)


sábado, 19 de junho de 2010

Vivência


Eu posso dizer que tenho tudo porque tenho você.
Mas isso é tão confuso!
 A saber...
Se você sai então leva tudo.
Será que leva tudo?
Se volta novamente tenho tudo.
Será que volta tudo?
E se um dia parte para não voltar?
Fico sem tudo!
Depois triste, nada terei de fato para me agarrar.
Mas tenho algo que não está em você de fato.
Primeiro tenho eu que não pode estar em você se não em idéia.
E se me tem... me tem na forma de idéia que pode fazer de mim.
Assim a lógica também é válida para mim.
Não tenho você na forma, mas no conteúdo.
No conteúdo que mostra para mim.
Se se vai não leva tudo! Leva a forma e fica o conteúdo.
Na verdade a idéia do conteúdo que tenho de ti.
Se parte me deixa triste, porque não pode levar contigo
O conteúdo que gosto de ti.
Ou melhor, o conteúdo que tenho idéia;
E que está na minha idéia que não poderei nunca mais
Dizer que não faço idéia de que está aqui.
Pode ser que um dia eu desapegue a idéia
Que me faz gostar de ti.
Posso por motivos lógicos não mais acessar.
Mas o que está aqui jamais apagar.

Conceiça Santos


AMOR



Amor assim na mão, no chão, onde mora.
Amor enfim... depois da paixão.
Amor de tanto tempo, amor que vigora.
Amor com ilusão e com fantasia!
Amor que chora!

Amor por ti quando vejo.
Amor guardado quando sai.
Amor que dói quando demora.
Amor que sofre se desconfia unilateral.

Amor que revive quando correspondido.
Amor que fica perdido se não explora.
Amor bandido quando sem ti tanto chora.
Amor pelo que me faz sentir. Ai! Digo que é amor por ti.

Conceiça Santos

Indriso 1

DECEPÇÃO


Como tenho vontade de chorar.
A agonia que sinto. Por tua causa não me perdoar.
Como posso um arrependimento arrancar?
Sem controle da dor não posso bem estar.

É que não posso fingir que não está acontecendo.
Os sacrifícios sempre eu que estava fazendo.
Agora percebi e me incomodou ser assim.
Estou a lembrar de cada estação que sofri. Em fim...

Disposta a tanto não mais estarei.
É que tanto lutei só, que cansei.
Precisei da tua mão uma única vez.

Como não tive, morro um segundo por vez
Sem sacrifício; fácil esse teu amar.
Só tinha que me esperar quando eu estava a lutar!

Conceiça Santos 


sexta-feira, 18 de junho de 2010

Janela da vida






Da minha janela
Vejo o tempo
Sinto o vento. 
                                              
                                               O vento passa devagar
                                               O tempo passa devagar
                                               Na minha janela. 
Posso imaginar o tempo
Posso versar o vento
Da minha janela.
                                                               Se pode ventar
                                                               O que o tempo não trará
                                                               Para dentro de minha janela?
Conceiça Santos  

    
( a imagem que ilustra este texto, foi retirado da internet: do sítio ou blog: surpresasocultas. wordpress.com), aos colabores do blog ou sítio, os créditos pela veiculação)
                                              

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O amor e o tempo


Hoje o céu está tão cinza. O verde das plantas escureceu um pouco mais. O dia está frio. Tão gostoso.
Da janela do meu quarto eu vejo só o barulho da rua, poucos transeuntes. Os pássaros silenciaram nas árvores do meu jardim. Estão encolhidinhos buscando se aquecer.
O frio vai aumentando e busco um agasalho. É um dia que não dar vontade de fazer nada! Quer dizer... dar vontade de ligar para você. De chamar você. Dar vontade de ficar na cama conversando com você, bebendo um vinho, assistindo um filme e fazendo sei mais o quê?
Esses dias só aumentam ainda mais a saudade que sinto de você. Uma curiosidade me ocorre, será que os europeus e os povos de países frios amam mais? Será que sentem mais saudades? Porque nesse tempo eu sinto mais sua falta, eu te amo mais, eu te quero mais, eu durmo mais e sonho mais com você.
Vem ficar comigo! Esquece de tudo. Vem ficar na minha companhia. Debaixo dos meus lençóis, abraçadinho comigo. Pois com a saudade que estou, e com a sensibilidade que estou meu espírito estará inteiro para você. Esse frio aflorou ainda mais o meu amor. Assim te beijarei mais, te abraçarei mais, te amarei mais. Comigo não poderá sentir mais saudade, nem falta de carinho, nem mais falta de amor. 
Conceiça Santos

terça-feira, 15 de junho de 2010

Amor e medo


Temo o teu chamado, assim nervoso...
Ansioso, sem nada adiantar.
O que...
O que me espera no fim da estrada?
O que será que está por trás do portão?
Quanto mais me aproximo do encontro, mais gélido eu fico.
O que será que está nos teus pensamentos agora?
Não, não... não ouso imaginar!
Temo amor. Temo!

Conceiça Santos





OBS (a imagem não é minha, ela pode ser encontrada no webix.com.br)

sábado, 12 de junho de 2010

3ª Carta que escrevi para você

Terceira carta poética ao bem amado

Quando penso em você parece que escuto seus passos vindos em minha direção.
Imagino que estará com um sorriso inebriador. Sinto o quarto aquecer, imagino ser seu calor. Sinto seu cheiro. Fecho os olhos e aguço outros sentidos.
Ai! Peito. Perco de vez a razão...
Quero, só quero cada vez mais essa imaginação. Quem quer ver a realidade? Quero mais é sonhar, imaginar, talvez cogitar... Mas como é bom flaneur!
– Digo-te que quero algo. Quero o que você veio aqui me dar.
Pode ser loucura? Não! Definitivamente você está aqui. Eu até te vejo. Eu posso sentir-te, tocar-te. Não é mágico?
Abre os braços pra mim, pede para eu te abraçar com tanta euforia que chega a ser ensandecedor. Minhas pernas tremem, mas vou.
Não quero que ninguém me diga que tudo isso é uma ilusão, imagem psicodélica. Não quero saber se foi desejo, ansiedade, ou se uma obsessão me fez a ti materializar. Obsessão? Que importa? Quem precisa de uma verdade agora, que vão para o inferno todas as verdades que não me interessam no momento. Por favor, deixe-me sonhar!
Digam mal de minha loucura, mas deixe-me feliz com ela.
Eu quero é sentir sua respiração ao chegar perto de mim, seu abraço, sentir seu toque, seu corpo, seus pêlos. Quero sentir-te dentro de mim, tal qual, uma parte qualquer do meu corpo. Ó meu Deus! Quero gozar. Gozar o bem-estar de ficar assim contigo outra vez, gozar a mocidade de minha paixão, a vida, o triunfo de minha vontade. Gozar o amor como se objetivo único de um viver. Gozar o suor e o cheiro de fera, ou a carícia com aroma de flor. Não importa. Apenas gozar!
Aí! Gozar a paixão que chega a doer.
Temo não sermos para sempre. E mesmo que infinitos fossemos, ou que pelo menos sobrevivêssemos diluídos em moléculas... Se ainda fossemos matéria escura do espaço, invisível, eu temeria. Temeria a não consciência. Se a certeza de permanecer abstraído na fantasia de uma possibilidade me fizesse feliz? Mas será que ainda sim eu não temeria? Neste estado sei o quanto é bom ter um ao outro, ou mesmo eu a você. Poder pensar que o tenho me excita, me acalma, me faz feliz, me realiza.
Talvez minhas palavras sejam vãs, mas meus sentimentos não o são. E quero que assim sejam. Então, digo-te os Queros que quero agora e que talvez quererei para sempre os quereres de sempre querer enquanto existir. Quero tirar dessa chuva de sentimentos o maior gozo, o melhor, o êxtase. Quero o mais sutil e vulnerável sentimento que tens dentro do meu corpo em meu eu no seu. O que de tão bom é complexo, mas que nem por isso difícil de viver. O que nem por ser infinito deixa de ser sentido como um todo. E assim seja como o meu. Quero sentir aquilo que nem a bruxaria conseguiu explicar: a paixão, o amor. Quero tudo que poder me dar neste momento. Quero por um momento a sensação infinita do prazer de ser desejada. Quero um ego inflado, o ápice. Quero o brilho do Deus-Sol. Quero ofuscar de tanta felicidade. Eu quero mesmo é gritar! Você está aqui. Aqui em minhas mãos, no meu corpo, com os dedos nos meus cabelos, escorregando em meus seios, lambendo meus lábios, me embriagando de prazer, quimera? Eu estou pronta para você. Quero-te assim.
Não quero saber se você está aqui de verdade ou de imaginação, o importante é que me faz chegar. Já me basta sentir o inexplicável que nem por isso é menos concreto. O resto é praxe, cartilha, memória, é vez das práticas! O resto é comigo.
Então, quem quer que seja não me belisque. Não me acorde como se isso fosse me fazer um bem. Bem é amar! Amor no sentido da carne e de imaginação. Amor em flor de sangue. Amor em ação. Amor de plástico, amor de vento, rosas, amor no sentido que melhor lhe convier, amor de fogo ou até de estação. Amor!
Não quero nenhuma teoria esdrúxula para dizer o que só eu comigo e ninguém mais pode sentir. O amor é assim, uma experiência única pra cada um, não existe parâmetro, tabela de comparação, para que perder tempo medindo-o ou conceituando? Isso é masoquismo, insegurança, mania de frustração, medo de perder-se e não querer mais voltar. Medo de amar, de ser amado, medo de se libertar. Medo da loucura, medo de viciar. Frustrem-se quem quiser. Estou a gozar.
Já fiz minha escolha: quero sonhar, quero viver, quero gozar. Gozar a vida do amor.
Eu quero chorar. Chorar uma emoção, eu quero agarrar-se aos cabelos sem medo algum, em um desespero bem vindo, desespero de prazer. Prazer de saber que não me arrependi de em nenhum momento da vida ter feito meus desejos valer. E em alguns momentos quase ter estourado de alegria por assim viver. De sentir a felicidade de ser eu mesma e está comigo sem medo. De arrancar os postiços e ficar in natura comigo, e de antes de ter sido mulher para você, mulher para mim, mulher em todos os sentidos possíveis, na forma que imaginar. É meu o corpo, os dedos e as partes. Ora! É minha a imaginação. É seu meu desejo, os queros, a paixão e o amor.
Brinquei de endoidecer, é verdade... E te enlouqueci comigo. Agora respira de cansaço em meu colo, treme e geme sorrindo. Ama a vida assim. Em pêlo sem nada mais querer.
Durmo feliz contigo — não importa se de imaginação — para acordar só e esperar em outro momento oportuno o fenômeno ocorrer e tudo de novo imaginar! Tenho desejos de ti em carne e de você em essência. E sei que toda essa fantasia que por hora vivo só, sempre se realiza quando estou perto de você, porque assim como eu te dei, me deste o corpo e o amor. Amo-te muito.

Essa é minha declaração de amor, hoje! Sei que vivemos longe em corpos, mas não em amor.

OBs(a imagem que ilustra esse texto não é minha, ao verdadeiro dono os créditos por ela, retirei de um site de moda da internet! Aos colaboradores do site, peço permissão para que ela possa ilustrar o meu texto).

domingo, 6 de junho de 2010

Um cartão ao meu amor.


Quero que... sirva-me uma taça de mel – traga-me seus lábios!
Ofereça-me a melhor fragrância – seu cheiro!
Deixe-me fitar o que há de mais belo no mundo neste momento – seus olhos!
O melhor das oportunidades – defrontar teu olhar mais uma vez!
Das experiências me devolva à melhor – teu abraço acalentador!
 Dos vinhos o mais viciante – minha paixão por ti! Do teu corpo o que me leva à loucura – a carne!
A seda mais macia que já pude tocar – tua pele!
E de ti o que me traz mais alegria – a vida!
De tudo que pode me dar, quero o maior dos tesouros – teu amor!
Feliz dia dos namorados Antonio! 

Conceiça Santos

OBS . (a imagem foi retirada de um site da internet que esqueci de copiar o endereço, mas o texto é de próprio punho)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Amor atrevido

Se naquele dia os versos me foram
Fortes
E me cortaram o espírito como facas
Onde já havia dores de portes.
Teu sorriso me foi flor
Gerou amor
Sem tu nem saber.
Se hoje te amo sem tu desconfiar
Se contigo sonho sem tu imaginar
Se te desejo sem poder tocar
Devo ao teu sorriso.
Que espontaneamente me veio dar.
De tão espontâneo que foi.
Nem se quer pode lembrar.


Pois... é, confesso;
Confesso o meu amor; perdidamente
Te amo e nem te peço
Para ter obrigação de me
Corresponder.
Sei que nem deve, nem pode e nem
Quer por eu estremecer.

Tão imperativo...
Não acreditarás,
Não agradecerás,
E, talvez, até te magoarás;
Tal notícia.
Se te ofenderás?
Perdão!

Sei que cobrarás o direito
Que não tenho.
A razão do respeito;
Às diferenças, as distâncias,
As instâncias, e...
Mais [cias] que me cobrarás.
Que para minha tristeza
Gritarás o tempo.
Peço perdão
Já de antemão
Pelo erro que cometi.
Sei é loucura! Me perdi.
Mas tudo tem explicação.

Solidão? Mesmo tendo o mundo?
E fragilidade?
Por um momento me abandonou - a razão?
Porque não soube pensar
Se era um momento cogitabundo?
Buscava por emoção?
Então, porque outros
Que encontrei não pude amar?

Não sei te responder, ainda!
Mas, para mim, tudo tem explicação.
Até paixão!
Que advoga para si uma des-razão.
Pois saberei sim, também do meu sentimento.
Para que não se ofenda do meu atrevido amor. Eu tenha que dizer que
Lamento.
Talvez de posse do motivo me absorva
Um dia!
E com essas palavras me perdoe hoje
Por eu te confessar.

Conceiça Santos.