quinta-feira, 22 de julho de 2010

  
 Morrer de amor















Vivo a morrer de amor.
Nem que o amor seja inventado.
Mesmo que o inventado amor seja dor;
Mesmo quando chorado,
Há de se ter prazer.
O jeito é amar esse amor;
E nele beber.
Para não mal dizer a dor
E contorcer o amor.
Na imaginação uma janela desvaler
Há de se alegremente bem viver.
Bom amante deve ser quem tem
Muito amor ou quem morre de amor
E por ele vai além.



Conceiça Santos

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Se entrega




Posso te amar se quiser.
Um gesto apenas se fizer
Basta timidamente me deixar perceber.
Posso te amar baixinho só para você saber,
Ou posso chegar a seu coração se você deixar.
Posso te amar de mansinho ou gritar.
Posso gravar meu nome em seu coração e calar
Para que você sozinho possa perceber
Mas, de repente posso ler
Basta uma vez querer.
Posso te ensinar a esquecer mágoas passadas,
Dores antigas, paixões mal gradas,
Lágrimas derramadas.
Posso te apresentar a uma nova paixão,
A outra perspectiva, um novo prazer, um chão,
Outra maneira de olhar a vida,
Paixões românticas a muito desaparecida.
Posso te fazer feliz e te trazer de volta.
Tens apenas que querer. Se solta!
Para outros gostos, outros sabores, outra aposta.
Outro corpo, outra boca, outro desejo, outra pessoa.
E se é outra pessoa, outra atitude, outro pulso, não à toa.
Não diga sim... basta com olhos expressar.
É só se permitir ser feliz, é só se deixar amar.
Que o tempo é outro e não se conjuga no passado.
Para o tempo do amor, não se tem que está preparado,
Basta se abrir, tocar, se inundar, sentir e também amar!

Conceiça Santos

a imagem pertence a: meseuscapes.blogspot.com. O texto é de próprio punho.

terça-feira, 20 de julho de 2010







Por Outro


E quem se foi não vera
Quanto regorjeio traz uma esperança
Quanto alarga à lembrança
Apenas um doce sonhar! 
Quanto amor não terá
A quem todos os versos sonhara?
                                   


Conceiça Santos

(a imagem está registrada com nome de: mulher deitada. Obra de Hélio Feijó, artista plástico, arquiteto e poeta). O texto é de próprio punho.