O que seria de tu prazer?
Rei sem trono se não fosse a dor.
Ai, dor! O que seria de ti se o prazer não aliviasse.
Seria infinito e infinito monótono.
Ai, luz bendita que emudece!
Ai, escuridão que se alegra com a luz!
Ai, versos que surge do amor!
Ou amor na falta de versos?
Ai espiritum de amor inventar!
Aí imaginação que imagina todo dia
O tédio de desamar!
E todo dia o ciclo de se reinventar
Ai! Mas como é bom todo dia o mesmo outro reamar!
Conceiça Santos
Este blog tem o objetivo de servir para publicação dos meus escritos pessoais. Lendo excito o espírito e escrevendo descanso a excitação.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Romãs às avessas
Primeiro eu te amei Juliana, depois você me amou. E foi assim que vivemos juntos um amor de verdade.
Aquele... que vagueia entre versos e rosas, mimos, sexo, paixão e tédio.
O amor com o inferno do aluguel, dedos e circunferência de metal.
Não minto Juliana... também o céu do orgasmo!
Teve assim, Juliana, o teatro do fingimento, e a virgindade do realmente acontecido.
Em tua companhia Juliana, o tempo foi passando, com noites passageiras e um estado de prazer que para o momento era em sua extensão e significado, absoluto. Mas também Juliana... o corte na paz, tão audíveis eram os gritos das Madonas condenadas de Lúcifer. Nós brigamos Juliana! Cansavas tu, gritava tua boca e em ti aos poucos silenciava o amor. Em mim acordava o desespero. Não foi assim?
E de tão assim... os bares preencheram mal acabado os meus buracos de alma. Na estranha a cópula de escape. Nas longas horas que deixara vazia tua cama hoje em ti tão falta de amor. No teu cigarro um desesperar de ansiedade, no choro o socorro do suicídio. No uísque a coragem para com outros homens deitar. Foi congelando tu mulher sem que eu realmente visse. Congelando! Estamos morrendo nós Juliana?
[silêncio]
Assim partamos!
Que não nos acovardemos Juliana. Talvez assim cada um de nós viva para talvez outro amor saber amar. Mas não estranha Juliana... ainda morro de amor, mesmo sem objetivamente poder em nós salvar. Eu sou ele juliana, o outro que não soube por muitos momentos bons os poucos ruins suportar. Conceiça Santos.
Aquele... que vagueia entre versos e rosas, mimos, sexo, paixão e tédio.
O amor com o inferno do aluguel, dedos e circunferência de metal.
Não minto Juliana... também o céu do orgasmo!
Teve assim, Juliana, o teatro do fingimento, e a virgindade do realmente acontecido.
Em tua companhia Juliana, o tempo foi passando, com noites passageiras e um estado de prazer que para o momento era em sua extensão e significado, absoluto. Mas também Juliana... o corte na paz, tão audíveis eram os gritos das Madonas condenadas de Lúcifer. Nós brigamos Juliana! Cansavas tu, gritava tua boca e em ti aos poucos silenciava o amor. Em mim acordava o desespero. Não foi assim?
E de tão assim... os bares preencheram mal acabado os meus buracos de alma. Na estranha a cópula de escape. Nas longas horas que deixara vazia tua cama hoje em ti tão falta de amor. No teu cigarro um desesperar de ansiedade, no choro o socorro do suicídio. No uísque a coragem para com outros homens deitar. Foi congelando tu mulher sem que eu realmente visse. Congelando! Estamos morrendo nós Juliana?
[silêncio]
Assim partamos!
Que não nos acovardemos Juliana. Talvez assim cada um de nós viva para talvez outro amor saber amar. Mas não estranha Juliana... ainda morro de amor, mesmo sem objetivamente poder em nós salvar. Eu sou ele juliana, o outro que não soube por muitos momentos bons os poucos ruins suportar. Conceiça Santos.
Madona Sensual
Oh! Sagrados olhos fugidios...
Aqui e no infinito,
Aí! Demônio no cil.
Conceiça Santos
Aqui e no infinito,
Aí! Demônio no cil.
Conceiça Santos
segunda-feira, 29 de março de 2010
Silêncio Sentido
O inferno de mim é
O vazio de tua voz, enfim
A morte do amor presente,
A dor do amor ausente
Nas paredes que não geme
Na porta que não bate
No chão que não treme
Silêncio sentido, Ó! Falta de ti.
No tédio da falta do masoco
De brigar,
Do êxtase do perdão gostoso
De voltar.
Da conciliação na carne,
No cheiro da lambida cuspida
Para morder na expressão.
Silêncio tão sentido, ó falta de ti.
Da vontade ardida
Conjunção amoral que sabe
Apenas ser.
Sem querer um fim
Apenas o sorrido palavrão
Sussurrado gemido assim
Silêncio sentido que estrangula
Ó! Falta de ti!
Oh! Exicitação da curtida paixão...
Que precisa apenas ser vivida.
Não entendida, sorrida de existir.
Colchão solitário, amigo silencioso
Frio para alma partir,
Sem vida
Que completo com a triste de nós,
Louca veste,
Travesseiro libidinoso.
Silêncio sentido, Ò! Falta de ti.
Se não durmo saudade triste
Desejo maldoso, latiste
Lençóis de gelo, inodoro
Manípulo gosto de dor
Usurpa da vida, traidor
Momento de inquietação
Que revela a ausência de ti
Ó! Silêncio sentido murmura ao menos!
Que sei que chegas para eu sorrir.
Maria da Conceição B. Santos.
O vazio de tua voz, enfim
A morte do amor presente,
A dor do amor ausente
Nas paredes que não geme
Na porta que não bate
No chão que não treme
Silêncio sentido, Ó! Falta de ti.
No tédio da falta do masoco
De brigar,
Do êxtase do perdão gostoso
De voltar.
Da conciliação na carne,
No cheiro da lambida cuspida
Para morder na expressão.
Silêncio tão sentido, ó falta de ti.
Da vontade ardida
Conjunção amoral que sabe
Apenas ser.
Sem querer um fim
Apenas o sorrido palavrão
Sussurrado gemido assim
Silêncio sentido que estrangula
Ó! Falta de ti!
Oh! Exicitação da curtida paixão...
Que precisa apenas ser vivida.
Não entendida, sorrida de existir.
Colchão solitário, amigo silencioso
Frio para alma partir,
Sem vida
Que completo com a triste de nós,
Louca veste,
Travesseiro libidinoso.
Silêncio sentido, Ò! Falta de ti.
Se não durmo saudade triste
Desejo maldoso, latiste
Lençóis de gelo, inodoro
Manípulo gosto de dor
Usurpa da vida, traidor
Momento de inquietação
Que revela a ausência de ti
Ó! Silêncio sentido murmura ao menos!
Que sei que chegas para eu sorrir.
Maria da Conceição B. Santos.
sábado, 27 de março de 2010
NON ME CHAMARE!
Ché in agonia
Call me and cry
Si chiede semplicemente soltanto
Con il coraggio dell'amore
Implorare
Conoscere la ragione per la saggezza
esecuzione
Gridando a perdere molto.
La vita senza di te
Chiedere l'ovvio, con le lacrime
Temporaneamente
Indirizzi;
Non si può andare
Chiedere al corpo e la mente;
Bugia.
Negare il minor tempo
Tempo, quindi non mi
Morire.
Vogliono solo essere
Da sola, Walker
Friendly vento
Senza coscienza
Ci dispiace per non aver ascoltato;
Il sé, il corpo, e che
I;
E ancora messaggio per me sentire?
Il desiderio e la disperazione
La possibilità di essere
Genere, immaginare.
Per noi, il dolore ... Là! Se è amore;
Per ottenere le braccia;
Mi fa venire voglia di correre
Pensa che è possibile;
Save me;
Oltre a risparmiare;
No ancora di salvezza per due;
Ulteriori sofferenze.
Conceiça Santos.
Call me and cry
Si chiede semplicemente soltanto
Con il coraggio dell'amore
Implorare
Conoscere la ragione per la saggezza
esecuzione
Gridando a perdere molto.
La vita senza di te
Chiedere l'ovvio, con le lacrime
Temporaneamente
Indirizzi;
Non si può andare
Chiedere al corpo e la mente;
Bugia.
Negare il minor tempo
Tempo, quindi non mi
Morire.
Vogliono solo essere
Da sola, Walker
Friendly vento
Senza coscienza
Ci dispiace per non aver ascoltato;
Il sé, il corpo, e che
I;
E ancora messaggio per me sentire?
Il desiderio e la disperazione
La possibilità di essere
Genere, immaginare.
Per noi, il dolore ... Là! Se è amore;
Per ottenere le braccia;
Mi fa venire voglia di correre
Pensa che è possibile;
Save me;
Oltre a risparmiare;
No ancora di salvezza per due;
Ulteriori sofferenze.
Conceiça Santos.
sexta-feira, 26 de março de 2010
Segunda Carta ao Bem Amado...
Amor; pode não parecer, mas sinto imensamente sua falta. Sinto falta de tua presença física em muitos momentos. Sinto falta do companheirismo, de um ombro amigo nos momentos difíceis. Como também, dos sorrisos espontâneos nos momentos de descontração e alegria.
Não é só um ombro amigo que eu sinto falta, mas é, sobretudo, daquele ombro cúmplice que só um companheiro de verdade é capaz de proporcionar. Gostaria de ter com quem conversar coisas profundas e de confiar meus segredos íntimos. Gostaria de te contar o que passa na minha cabeça quando estou só, o que inquieta e o que faz rir, como também o que causa ansiedade e o que excita.
Idéias, frases, loucuras, versos, agonias gritam e choram no meu interior para emudecer no corpo por não poder expressar. Ah! Sem ti minhas noites são silentes. E, triste é meu adormecer. Gostaria de te contar segredos, medos, de chorar contigo os meus fracassos e até fazer graça das desgraças. Os amantes têm em si o desejo de nos braços do outro encontrar aconchego, energia e esperança. Não sei se sou uma boa amante, sei apenas que sou uma boa amada. No entanto, tenho dentro de mim tantos desejos, inclusive esses que lhe falo.
Quando estou bem comigo, quando estou alegre por ter realizado algo, e quando consigo superar uma barreira em vez de ter uma alegria extasiante em que eu deva gozar e viver de modo intenso confesso não poder. Minhas alegrias tem sido solitárias e até frisas, se queres saber, por não ter como dividir com você. Descobri que no contexto do vivente até a alegria pode ser um grande sarcasmo.
Se obtivesse sucesso nos meus projetos era contigo que gostaria de dividir. Ora! Não é com quem se ama que devemos dividir os projetos? É com o companheiro com quem nos damos aos devaneios e sonhamos em alcançar a árvore da felicidade e da paz. É com a pessoa amada que temos o pretensioso sonho, sem intenção claro, de alcançar a vida eterna através dos genes. Mesmo sabedor das dificuldades temos em si a esperança nas possibilidades e contamos com a probabilidade de realizar. Sonhamos porque é melhor ser um casal que sonha e que tem esperança do que ser um casal vazio e sem razão de ser. É junto que sonhamos melhor, e sonhamos muito, muito mais! Sonhar junto é sempre melhor que sonhar sozinho, desse modo, o gozo não é egocêntrico e não morre no tédio. O sonho frutifica quando alimentado, quando vivido e objetivado com nossas ações.
Sinto falta de toda e qualquer emoção que tive ao seu lado. A emoção do primeiro beijo, da visita inesperada, o primeiro te amo e dos muitos que já ouvi. Sinto falta da emoção dos passeios que fazíamos à tardinha para admirar o crepúsculo e até mesmo da emoção que sentimos ao brigar. Só os apaixonados se chateiam com as bobagens que são ditas para o outro. Só as pessoas que se gostam entristecem e choram em discutir com a pessoa amada. Só as pessoas que se amam discutem e xingam para perdoar depois. Pois, para essas pessoas até as bobagens que o outro diga adquire um grande significado, pois não existe nada mais subjetivo do que o amor. Só as pessoas que não se amam se separam por qualquer besteira e/ou as palavras passam sem significar absolutamente nada. Por isso, sei que quando você se chateia com o que eu digo ou faço é porque você gosta mesmo de mim.
Sinto muito não poder compartilhar meu cotidiano contigo. Não poder te dizer bom dia de manhã, não almoçar contigo, não poder oferecer o carinho de uma comida que eu faça, e de não poder pedir a ti para preparar meu leite. Não poço nem te oferecer minha companhia nos domingos e isto me machuca muito.
Procuro seu rosto nos transeuntes quando saiu de casa. Procuro olhar para as coisas que me lembram você. Procuro desculpa para só ocupar minha mente com você. Procuro você em meu eu querendo te achar pensando em mim. Procuro você em todos os meus pensamentos úteis, fúteis, quiméricos ou eróticos. Justifico a todo segundo o porquê de tanto te querer, e sempre me digo que te quero querendo querer sempre que chega dói tanto te querer.
Fico tentando imaginar se você já dormiu e com que roupa está. Fico desejando que estejas a pensar em mim como eu estou sempre a pensar em ti. Desejo que sinta minha falta assim como eu sinto a sua. Desejo aparecer nos teus sonhos para te dizer tudo o que está neste inscrito e tudo o que não me permiti dizer. Desejo teu cheiro, teus desejos e tua boca com cheiro de excitação. Desejo tua carne e tua fantasia. Desejo protagonizar tua fantasia quando tiveres de aliviar-se. Em fim, desejo está em ti assim como estás em mim. Amo-te muito.
Escrevi essa carta para uma pessoa que amo muito e que a vários anos está em minha vida. Mas para preservá-lo retirei o nome dele da carta. Pedi permissão a pessoa para quem se dirige todos esses sentimentos. Entendo que não poderia publicar sem pedir permissão. Conceição Santos.
Não é só um ombro amigo que eu sinto falta, mas é, sobretudo, daquele ombro cúmplice que só um companheiro de verdade é capaz de proporcionar. Gostaria de ter com quem conversar coisas profundas e de confiar meus segredos íntimos. Gostaria de te contar o que passa na minha cabeça quando estou só, o que inquieta e o que faz rir, como também o que causa ansiedade e o que excita.
Idéias, frases, loucuras, versos, agonias gritam e choram no meu interior para emudecer no corpo por não poder expressar. Ah! Sem ti minhas noites são silentes. E, triste é meu adormecer. Gostaria de te contar segredos, medos, de chorar contigo os meus fracassos e até fazer graça das desgraças. Os amantes têm em si o desejo de nos braços do outro encontrar aconchego, energia e esperança. Não sei se sou uma boa amante, sei apenas que sou uma boa amada. No entanto, tenho dentro de mim tantos desejos, inclusive esses que lhe falo.
Quando estou bem comigo, quando estou alegre por ter realizado algo, e quando consigo superar uma barreira em vez de ter uma alegria extasiante em que eu deva gozar e viver de modo intenso confesso não poder. Minhas alegrias tem sido solitárias e até frisas, se queres saber, por não ter como dividir com você. Descobri que no contexto do vivente até a alegria pode ser um grande sarcasmo.
Se obtivesse sucesso nos meus projetos era contigo que gostaria de dividir. Ora! Não é com quem se ama que devemos dividir os projetos? É com o companheiro com quem nos damos aos devaneios e sonhamos em alcançar a árvore da felicidade e da paz. É com a pessoa amada que temos o pretensioso sonho, sem intenção claro, de alcançar a vida eterna através dos genes. Mesmo sabedor das dificuldades temos em si a esperança nas possibilidades e contamos com a probabilidade de realizar. Sonhamos porque é melhor ser um casal que sonha e que tem esperança do que ser um casal vazio e sem razão de ser. É junto que sonhamos melhor, e sonhamos muito, muito mais! Sonhar junto é sempre melhor que sonhar sozinho, desse modo, o gozo não é egocêntrico e não morre no tédio. O sonho frutifica quando alimentado, quando vivido e objetivado com nossas ações.
Sinto falta de toda e qualquer emoção que tive ao seu lado. A emoção do primeiro beijo, da visita inesperada, o primeiro te amo e dos muitos que já ouvi. Sinto falta da emoção dos passeios que fazíamos à tardinha para admirar o crepúsculo e até mesmo da emoção que sentimos ao brigar. Só os apaixonados se chateiam com as bobagens que são ditas para o outro. Só as pessoas que se gostam entristecem e choram em discutir com a pessoa amada. Só as pessoas que se amam discutem e xingam para perdoar depois. Pois, para essas pessoas até as bobagens que o outro diga adquire um grande significado, pois não existe nada mais subjetivo do que o amor. Só as pessoas que não se amam se separam por qualquer besteira e/ou as palavras passam sem significar absolutamente nada. Por isso, sei que quando você se chateia com o que eu digo ou faço é porque você gosta mesmo de mim.
Sinto muito não poder compartilhar meu cotidiano contigo. Não poder te dizer bom dia de manhã, não almoçar contigo, não poder oferecer o carinho de uma comida que eu faça, e de não poder pedir a ti para preparar meu leite. Não poço nem te oferecer minha companhia nos domingos e isto me machuca muito.
Procuro seu rosto nos transeuntes quando saiu de casa. Procuro olhar para as coisas que me lembram você. Procuro desculpa para só ocupar minha mente com você. Procuro você em meu eu querendo te achar pensando em mim. Procuro você em todos os meus pensamentos úteis, fúteis, quiméricos ou eróticos. Justifico a todo segundo o porquê de tanto te querer, e sempre me digo que te quero querendo querer sempre que chega dói tanto te querer.
Fico tentando imaginar se você já dormiu e com que roupa está. Fico desejando que estejas a pensar em mim como eu estou sempre a pensar em ti. Desejo que sinta minha falta assim como eu sinto a sua. Desejo aparecer nos teus sonhos para te dizer tudo o que está neste inscrito e tudo o que não me permiti dizer. Desejo teu cheiro, teus desejos e tua boca com cheiro de excitação. Desejo tua carne e tua fantasia. Desejo protagonizar tua fantasia quando tiveres de aliviar-se. Em fim, desejo está em ti assim como estás em mim. Amo-te muito.
Escrevi essa carta para uma pessoa que amo muito e que a vários anos está em minha vida. Mas para preservá-lo retirei o nome dele da carta. Pedi permissão a pessoa para quem se dirige todos esses sentimentos. Entendo que não poderia publicar sem pedir permissão. Conceição Santos.
Amor na carne
Da fantasia a carne;
Me olha, pensa assim;
Analisa...
Se chega, me pega, morde
E beija. Aí! não cria
Questão... Anda para mim.
Me lambe e me arrepia
Se arrasta em mim, seda
Macia.
Plenificação do gênero, hormônio cancha
Tua narina em minhas curvas;
Força bruta, energia.
Os dedos no meu cabelo
Engancha. Fruto do
Toque, da mais pura
Sensação,
Sentido da existência, linguagem
Do namoro, avança, Tradução,
Querer de mente e pele!
Mandinga
Um único de dois
Corpos que foram... Um e outro
Acorde do sexo; gemido que exora
Em si e por si transam com
As vontades todas... Arcaz
De guardar o amor, na batida
Sentida sem dor agora?
De toda fantasia realidade vestida,
Da pele e da cor, dulce
Laços, traços, braços, calor;
Plis, blue... pernas
Risos de um só sutil pudor.
Rubor que lacrime...
Aí... Trança! Deus imagine!
Meu fim, onde está?
Em teu começo posso
Achar tecido ó canela!
Meu sonho de licor;
Drinque dos céus
Semi-embriaguês, Champagne, morango
Safra melhor. Ó! Afrodite;
Nos rasgamos, páticos
Desejos, força segurar, Vivamos...
Ó! Ó! Ai... Deus... ai!
Desejo, instinto? Carne;
Não só... Não só profano. Oh! Também muito, muito
Sentimento. Tudo aquilo que se pode
Viver em dois corpos e uma só história;
Arco íris de afeto e prisma do ardor;
Também sagrado. Transcendemos, pois acreditamos... Sentimos, sonhamos...
A razão inventa para si a desrazão que vai sentir;
Aí Jesus! Chega dói!... Esse bom doer.
Gemido tão curtido feliz de dor;
Gozo poético que fala em
Murmúrio de ofegação
Solfejo final exclamativo
Para silente dormir.
A natureza inventou o sexo,
Os homens o amor.
Mas, quem inventou
Não precisa explicar;
Nem hetero- doxa-nem orto;
Máxima;
Só sentir bastou!
Conceiça Santos
Me olha, pensa assim;
Analisa...
Se chega, me pega, morde
E beija. Aí! não cria
Questão... Anda para mim.
Me lambe e me arrepia
Se arrasta em mim, seda
Macia.
Plenificação do gênero, hormônio cancha
Tua narina em minhas curvas;
Força bruta, energia.
Os dedos no meu cabelo
Engancha. Fruto do
Toque, da mais pura
Sensação,
Sentido da existência, linguagem
Do namoro, avança, Tradução,
Querer de mente e pele!
Mandinga
Um único de dois
Corpos que foram... Um e outro
Acorde do sexo; gemido que exora
Em si e por si transam com
As vontades todas... Arcaz
De guardar o amor, na batida
Sentida sem dor agora?
De toda fantasia realidade vestida,
Da pele e da cor, dulce
Laços, traços, braços, calor;
Plis, blue... pernas
Risos de um só sutil pudor.
Rubor que lacrime...
Aí... Trança! Deus imagine!
Meu fim, onde está?
Em teu começo posso
Achar tecido ó canela!
Meu sonho de licor;
Drinque dos céus
Semi-embriaguês, Champagne, morango
Safra melhor. Ó! Afrodite;
Nos rasgamos, páticos
Desejos, força segurar, Vivamos...
Ó! Ó! Ai... Deus... ai!
Desejo, instinto? Carne;
Não só... Não só profano. Oh! Também muito, muito
Sentimento. Tudo aquilo que se pode
Viver em dois corpos e uma só história;
Arco íris de afeto e prisma do ardor;
Também sagrado. Transcendemos, pois acreditamos... Sentimos, sonhamos...
A razão inventa para si a desrazão que vai sentir;
Aí Jesus! Chega dói!... Esse bom doer.
Gemido tão curtido feliz de dor;
Gozo poético que fala em
Murmúrio de ofegação
Solfejo final exclamativo
Para silente dormir.
A natureza inventou o sexo,
Os homens o amor.
Mas, quem inventou
Não precisa explicar;
Nem hetero- doxa-nem orto;
Máxima;
Só sentir bastou!
Conceiça Santos
NÃO ME CHAMA!
Quando em agonia
Me chama e chora
Não pede só simplesmente
Com a coragem do amor
Implora
Sabe da razão sabedoria
que funciona
Gritar a saudade extremamente.
Da vida sem ti
Pedir o óbvio, lágrimas
Que temporariamente
Soluciona;
Por não poder ir
Pedir ao corpo e mente;
Mentir.
Negar ao menos, tempo
Tempo, para eu não
Morrer.
Querendo apenas poder
Sozinha, caminhante
Amiga do vento,
Sem querer consciência
Para não ouvir lamento;
Do eu, do corpo e do que
Sinto;
E tu gritas para eu ouvir?
A saudade e o desespero
Da chance para existir
Sofrível, pressinto.
Por nós; dor... Aí! Quer amar;
Para teus braços ir;
Faz-me querer correr
Achar que já posso;
Salvar a mim;
Além de salvar a ti;
Sem tábua de salvação para dois;
Mais sofrer.
Me chama e chora
Não pede só simplesmente
Com a coragem do amor
Implora
Sabe da razão sabedoria
que funciona
Gritar a saudade extremamente.
Da vida sem ti
Pedir o óbvio, lágrimas
Que temporariamente
Soluciona;
Por não poder ir
Pedir ao corpo e mente;
Mentir.
Negar ao menos, tempo
Tempo, para eu não
Morrer.
Querendo apenas poder
Sozinha, caminhante
Amiga do vento,
Sem querer consciência
Para não ouvir lamento;
Do eu, do corpo e do que
Sinto;
E tu gritas para eu ouvir?
A saudade e o desespero
Da chance para existir
Sofrível, pressinto.
Por nós; dor... Aí! Quer amar;
Para teus braços ir;
Faz-me querer correr
Achar que já posso;
Salvar a mim;
Além de salvar a ti;
Sem tábua de salvação para dois;
Mais sofrer.
quarta-feira, 17 de março de 2010
Ele e eu
Como eu gostaria,
Que não fosse a herança,
Um resquício,
A correr o mundo;
Não seria tentada a me salvar;
Vejo-o tão cogitabundo,
Remoendo o negar.
Ficaria sim, se pudesse!
E assim, se coubesse;
Mas no sofrimento talvez,
O amor, não sobrevivesse.
E se me vês entre livros a vida passar,
Sem remorso a mala aprontar,
Que perspectiva teria? Cachos entre poesia!
Embaixo do braço ideologia?
Na cabeça utopia...
E tu desejas me agarrar?
Quanto sofrimento
Não passas tu?!
Por amar quem na realidade
Aventura de viver ama.
Por querer-me na cama,
Enquanto estou a lutar.
Quantas vezes beijo - te?
Sensualmente as divagações
Muito mais vezes amo,
Por isso, em teus braços traio.
Oh! Senso e magia,
“Quantas vezes não parti!”
“Sem sair do lugar”
Desse modo hipoteticamente fugia.
Se poucas vezes estive aqui,
Fantasia? Sou a imagem a ir.
Quem te confunde?
Não o firo com um espadim,
Mas com um amor assim
Contudo, feliz não esteve tu como o que pude te dar?
Como a vida, vim para partir.
Não me obrigue a ficar
Quando eu quiser sair
Não diga que é para eu acreditar;
Os seus costumes não,
Nem dite o meu papel
Obsoletos são esses interesses
Costumizo e resignifico para
Não desandar.
A probabilidade de um paraíso,
Quando a carne acabar,
Não me obriga,
A tribulação do inferno aceitar.
Murchar, nossos frutos iriam...
Frustrar
Se não desterro a pena
Ela defenestra as oportunidades,
Acredito
Virá a gangrena
Na miséria a paixão/amor corrompe-se
Quando não um destrói sem pensar.
Suicídio!
Fica o vazio ou o desprezo,
Liberdade?
As correntes o louvor...
Assim nem felicidade
Nem fortuna!
Enterro sem glamour.
Sei de ti,
E hoje outro dia,
Que com um sorriso alegre Sim, me acordaria...
Ontem quando derramado uma
Lágrima teria!
Quando amor não seria para tão desprendimento conservar?
Salgam a consciência,
Lágrimas internas vêm me assolar.
Animália do mundo,
A realidade
Da vida faz a dó eu enterrar,
Se não fingir, fatalidade!
Ou o já fingimento?
Sei que esqueci de contar...
Releve, por favor, releve,
Teus jasmins,
Tão carinhoso a me presentear,
Sim, alienei! É o que não deve,
Para sempre.
Não nego, gratidão de leve,
Que paraíso o louco vem gritar? Mas gritam o tédio
Gritam as morbilidades!
Pode não excitar!
Ao amor do circulo de metal
Negar-me-ei.
Desse modo serei
Só medo de me aprisionar.
Dos meus pensamentos e desejos não mais voar.
Medo de olhar e não ter feito
Por um tempo tão vendido a mim está, querendo assim, também me comprar?
Quando encostas-se a um canto,
Taciturno, pensa...
Quem ela é?
Descobre enxuga teu pranto
Custa crer que uma lágrima por amor alguma vez enxuguei no manto.
Enquanto veloz estou Sedentária me quer
Crendo que só assim te amarei,
Mas boa caminheira da estrada,
Com o corpo vou.
Melancolia, quanta não derramou!
Quando descobriu quem sou,
Mulher que é parte de tudo,
E a tudo pertence e em tudo estar,
Mas sei que enquanto parte de tudo for nada serei.
Nada realmente me tem,
Como também nada tenho
De fato.
Se bem sei sofrer é um outro modo de amor, não?
A quem tudo pertence não há lugar de ficar porque é unidade
De em tudo estar.
È tudo, é ninguém....
É cem, é zém, é lém, vai além dar...
Entendo desconfiar da fruta doce na árvore
Que uns e outros pássaros bicam e ela com nada e nenhum vai ficar.
Maior medo sim... parar
É de morte imaginar.
Enquanto queres me plantar.
Como podes tu desconfiar do meu amor?
Por que o modo de vivê-lo é outro,
Se der a consciência o labor?
Será que não perderia a ti
Se eu não fosse
O jeito desse?
O amor não se entrega
A decadência da rotina,
A falta de outras conquistas que não o amor
Só morfina.
O sonho assim não se descortina,
Porque amarga e definha na dor.
Descaracteriza-a se
Objeta a utopia
Morre em tenra o
Fogo da paixão
Se água lança,
Não chore! Procure a causa,
Antes d’ela dar a cobrança,
Não admita o objeto sem
Entregá-lo ao
Escrutínio da razão
De existir.
Coração não pensa, até sente!
Vista o número do outro.
Experimente sonhar os sonhos que não os seus.
Quando não se pode o inverso fazer?
Dê a si o beneficio da esperança,
Exercite as possibilidades,
É mister aos vivos!
És amável, mesmo em minha estupidez,
Não me cospe, lambe!
Tão entregue, brigando consigo mesmo, assim venera meus passos.
Com a insegura toda
Na dor ainda me ama.
Por toda insensatez,
Socorre-me qualquer, do custo... De viver nestes tempos e
Mesmo imperito,
Terei espaço pra te amar infinito.
Por favor, amor!
Se não me alcança.
Triste sim, vivo permaneça,
Por isso, não morra!
Que não fosse a herança,
Um resquício,
A correr o mundo;
Não seria tentada a me salvar;
Vejo-o tão cogitabundo,
Remoendo o negar.
Ficaria sim, se pudesse!
E assim, se coubesse;
Mas no sofrimento talvez,
O amor, não sobrevivesse.
E se me vês entre livros a vida passar,
Sem remorso a mala aprontar,
Que perspectiva teria? Cachos entre poesia!
Embaixo do braço ideologia?
Na cabeça utopia...
E tu desejas me agarrar?
Quanto sofrimento
Não passas tu?!
Por amar quem na realidade
Aventura de viver ama.
Por querer-me na cama,
Enquanto estou a lutar.
Quantas vezes beijo - te?
Sensualmente as divagações
Muito mais vezes amo,
Por isso, em teus braços traio.
Oh! Senso e magia,
“Quantas vezes não parti!”
“Sem sair do lugar”
Desse modo hipoteticamente fugia.
Se poucas vezes estive aqui,
Fantasia? Sou a imagem a ir.
Quem te confunde?
Não o firo com um espadim,
Mas com um amor assim
Contudo, feliz não esteve tu como o que pude te dar?
Como a vida, vim para partir.
Não me obrigue a ficar
Quando eu quiser sair
Não diga que é para eu acreditar;
Os seus costumes não,
Nem dite o meu papel
Obsoletos são esses interesses
Costumizo e resignifico para
Não desandar.
A probabilidade de um paraíso,
Quando a carne acabar,
Não me obriga,
A tribulação do inferno aceitar.
Murchar, nossos frutos iriam...
Frustrar
Se não desterro a pena
Ela defenestra as oportunidades,
Acredito
Virá a gangrena
Na miséria a paixão/amor corrompe-se
Quando não um destrói sem pensar.
Suicídio!
Fica o vazio ou o desprezo,
Liberdade?
As correntes o louvor...
Assim nem felicidade
Nem fortuna!
Enterro sem glamour.
Sei de ti,
E hoje outro dia,
Que com um sorriso alegre Sim, me acordaria...
Ontem quando derramado uma
Lágrima teria!
Quando amor não seria para tão desprendimento conservar?
Salgam a consciência,
Lágrimas internas vêm me assolar.
Animália do mundo,
A realidade
Da vida faz a dó eu enterrar,
Se não fingir, fatalidade!
Ou o já fingimento?
Sei que esqueci de contar...
Releve, por favor, releve,
Teus jasmins,
Tão carinhoso a me presentear,
Sim, alienei! É o que não deve,
Para sempre.
Não nego, gratidão de leve,
Que paraíso o louco vem gritar? Mas gritam o tédio
Gritam as morbilidades!
Pode não excitar!
Ao amor do circulo de metal
Negar-me-ei.
Desse modo serei
Só medo de me aprisionar.
Dos meus pensamentos e desejos não mais voar.
Medo de olhar e não ter feito
Por um tempo tão vendido a mim está, querendo assim, também me comprar?
Quando encostas-se a um canto,
Taciturno, pensa...
Quem ela é?
Descobre enxuga teu pranto
Custa crer que uma lágrima por amor alguma vez enxuguei no manto.
Enquanto veloz estou Sedentária me quer
Crendo que só assim te amarei,
Mas boa caminheira da estrada,
Com o corpo vou.
Melancolia, quanta não derramou!
Quando descobriu quem sou,
Mulher que é parte de tudo,
E a tudo pertence e em tudo estar,
Mas sei que enquanto parte de tudo for nada serei.
Nada realmente me tem,
Como também nada tenho
De fato.
Se bem sei sofrer é um outro modo de amor, não?
A quem tudo pertence não há lugar de ficar porque é unidade
De em tudo estar.
È tudo, é ninguém....
É cem, é zém, é lém, vai além dar...
Entendo desconfiar da fruta doce na árvore
Que uns e outros pássaros bicam e ela com nada e nenhum vai ficar.
Maior medo sim... parar
É de morte imaginar.
Enquanto queres me plantar.
Como podes tu desconfiar do meu amor?
Por que o modo de vivê-lo é outro,
Se der a consciência o labor?
Será que não perderia a ti
Se eu não fosse
O jeito desse?
O amor não se entrega
A decadência da rotina,
A falta de outras conquistas que não o amor
Só morfina.
O sonho assim não se descortina,
Porque amarga e definha na dor.
Descaracteriza-a se
Objeta a utopia
Morre em tenra o
Fogo da paixão
Se água lança,
Não chore! Procure a causa,
Antes d’ela dar a cobrança,
Não admita o objeto sem
Entregá-lo ao
Escrutínio da razão
De existir.
Coração não pensa, até sente!
Vista o número do outro.
Experimente sonhar os sonhos que não os seus.
Quando não se pode o inverso fazer?
Dê a si o beneficio da esperança,
Exercite as possibilidades,
É mister aos vivos!
És amável, mesmo em minha estupidez,
Não me cospe, lambe!
Tão entregue, brigando consigo mesmo, assim venera meus passos.
Com a insegura toda
Na dor ainda me ama.
Por toda insensatez,
Socorre-me qualquer, do custo... De viver nestes tempos e
Mesmo imperito,
Terei espaço pra te amar infinito.
Por favor, amor!
Se não me alcança.
Triste sim, vivo permaneça,
Por isso, não morra!
Matrizes ( Meus Homens)
Um é a paixão, a emoção o fogo.
O outro é a simpatia, a razão,
A abnegação e a simplicidade.
O outro ainda é a culpa,
A mágoa, a prisão, o fio difícil de cortar. A dor!
Mesclam-se, sem eu discernir.
Como nariz afogar-se no pó.
Ethos viciado
Amor ás partes, impossível de juntar.
Picasso à penumbra
Onde raios! Tela invisível,
Faço laio de balaio, saio,
Nas noites de fantásticos psicodelistas,
Laivo.
Traio a todos;
Estando com um só.
Aste pudica e sombra de Madalena
De um realizar-se no fogo lascivo assim
Ah! Lambuza e abusa
Os versos intelectuais do outro, transar.
Quimera sem fim
Em quando de vez apodrecer
Acorrentar-se à culpa e a pena. Miséria
MasocoMANIACOdepressivo.
De outro a mais.
Juntar os agares no cabaz
E miolar
Hipótese e Hipocrisia
Remeiro de Ades
Sombras que atormentam
Deslizar, nesse mancal.
Rasgam-me em dor e tetricismo.
Exalo dissimulação
E as paixões me são o mal.
Meu rosto? Descorado.
As noites, fulvo.
Pústulas
Espírito a ilibar
Sorriso macilento
Colchão ataúde.
Marcha funda silábica.
Penúria vexativa,
Que a morte sádica não faz descansar.
Possessiva, assim como Deuses e Demônios,
Eunucos sem mim, sejam já!
Justiça própria! Vestuto.
Infelicidade e desilusão para todos.
Lacraia lúgubre
Lúcifer (a) que não admite outra possibilidade que não a condenação e destrói o que toca,
Se não eu, ninguém!
Amalgama sem ácido,
Destemperança que extorquiu os lacrimais.
Ao pútrido, lenço de lavanda!
Que com sedas se disfarça.
Sombras, sombras!
Que em Bartoline excita
Vão e vem.
Se são meus, e de OUTRAS?
Vingo! Se não em sangue...
Eu deles, de todos; NENHUM e de ninguém.
(Maria da Conceição B. Santos)
Texto: Texto pensado no dia 03 de janeiro 2007 no bar Viva a Noite em Cajazeiras. O texto tem data, mas, o tema deve ser “universal”.
O outro é a simpatia, a razão,
A abnegação e a simplicidade.
O outro ainda é a culpa,
A mágoa, a prisão, o fio difícil de cortar. A dor!
Mesclam-se, sem eu discernir.
Como nariz afogar-se no pó.
Ethos viciado
Amor ás partes, impossível de juntar.
Picasso à penumbra
Onde raios! Tela invisível,
Faço laio de balaio, saio,
Nas noites de fantásticos psicodelistas,
Laivo.
Traio a todos;
Estando com um só.
Aste pudica e sombra de Madalena
De um realizar-se no fogo lascivo assim
Ah! Lambuza e abusa
Os versos intelectuais do outro, transar.
Quimera sem fim
Em quando de vez apodrecer
Acorrentar-se à culpa e a pena. Miséria
MasocoMANIACOdepressivo.
De outro a mais.
Juntar os agares no cabaz
E miolar
Hipótese e Hipocrisia
Remeiro de Ades
Sombras que atormentam
Deslizar, nesse mancal.
Rasgam-me em dor e tetricismo.
Exalo dissimulação
E as paixões me são o mal.
Meu rosto? Descorado.
As noites, fulvo.
Pústulas
Espírito a ilibar
Sorriso macilento
Colchão ataúde.
Marcha funda silábica.
Penúria vexativa,
Que a morte sádica não faz descansar.
Possessiva, assim como Deuses e Demônios,
Eunucos sem mim, sejam já!
Justiça própria! Vestuto.
Infelicidade e desilusão para todos.
Lacraia lúgubre
Lúcifer (a) que não admite outra possibilidade que não a condenação e destrói o que toca,
Se não eu, ninguém!
Amalgama sem ácido,
Destemperança que extorquiu os lacrimais.
Ao pútrido, lenço de lavanda!
Que com sedas se disfarça.
Sombras, sombras!
Que em Bartoline excita
Vão e vem.
Se são meus, e de OUTRAS?
Vingo! Se não em sangue...
Eu deles, de todos; NENHUM e de ninguém.
(Maria da Conceição B. Santos)
Texto: Texto pensado no dia 03 de janeiro 2007 no bar Viva a Noite em Cajazeiras. O texto tem data, mas, o tema deve ser “universal”.
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