quinta-feira, 2 de setembro de 2010

SOBRE O AMOR

De onde foi retirada a imagem: karyllaaffs.blogspot.co



O que eu posso dizer do amor...
Não sei.
São tantas as classificações e comparações.
Sei dizer o que sinto?
Não. Talvez nunca possa.
Nosso senso prático opera com sínteses, generalizações.
Assim são as práticas.
Assim são as práticas de viver e pensar o amor.
Mas não é complexo esse amor?
Não é complexo praticar o amor?
Porém, não parece assim...
Parece que é tão simples amar.
Assim, de repente, mais que de repente nos damos contas que estamos amando.
Mas, quando efetivamente começou?
Quando saiu do simples interesse? Quando saiu da vontade? Quando saiu do desejo e passou para ser amor?
Oras! Deixou de ser interesse? Deixou de ser vontade? Deixou de ser desejo?
Prescinde destes?
Há como explicar? Há como definir? Há como classificar o que é um, outro, mais outro ainda?
São todos para ser um?
O que era que eu tava perguntando mesmo?
Ah! Era sobre o amor...
Sim o amor....
Mas o que é o amor? Tem começo? Tem fim? Podemos mensurar, pesar, medir, quantificar?
Sim?
Se sim você pode demonstrar isso?
Não? Porque não? Então, porque diabos meu namorado me pede todos os dias para eu dizer o quanto eu o amo?
E se eu retruco dizendo: diga você o quanto você me ama. A resposta é sempre: te amo, muito, muito, muito, muito, muito, muito e etc, e etc e etc.
Depois sempre completa com outra resposta: eu não vivo sem você meu amor.
Eu creio que ele deva me "amar muito" para ter a coragem de dizer que não vive sem mim. Então eu devo ter a mesma importância vital que o sangue, que o oxigênio, que a água que bebe, que os alimentos. Mas o muito não me deixa claro uma coisa. Quanto ele me ama mesmo, a medida exata.
Como ele sabe o que realmente é o amor? Onde ele aprendeu o que era o amor? Será que ensinaram para ele? Deram o conceito para ele? Ninguém me ensinou. Ninguém definiu um conceito para mim.
Se ele sabe baseado no que sente, eu me pergunto: Todo mundo se baseia apenas no que sente para dizer o que é o amor? Então, todo amor é diferente? Se sim, seria possível dizer o que danado é o amor? Se não, então, como sabes ele que é realmente o amor?
Mas quando questionada, eu digo que amo, muito, muito, muito, e de verdade. Se eu for discutir isto, se for questionar, e questionar tanto. Se disser a ele todas essas dúvidas e curiosidades, provavelmente, plantaria ali uma insegurança. Assim eu afastaria de perto de mim alguém que gosto tanto de beijar, de abraçar, de acompanhar, de dormir, de dançar, de sair, de cheirar, de curtir, de ajudar, e os outros DE que a vida me faz viver com ele.
Eu não sei dizer se o que se passa comigo, se este estado de coisa que estou sentindo é esse "tal" de amor. Não posso classificar, mensurar sem deixar algo escapar. Mas, posso dizer estas verdades acima citadas: que gosto de beijar ele e tenho preferência por esse beijo especificamente, que gosto de está com ele. Assim, quero deixar claro, que gosto de todas essas sensações que ele e só ele neste momento me faz sentir. Isto, não é o que importa? Para mim, sim. Se você necessitar classificar e quiser chamar isso de amor... então, diga que eu o amo!

Conceiça Santos