domingo, 20 de fevereiro de 2011

ao meu amor belicoso





És meu chão duro que maltrata, mas não posso viver sem ti!
É o mar, maleável para que possa mergulhar quando aberto está!
Temo não poder te ter um dia. Temo todo dia
E fico perdida só de imaginar. Morro um pouco por vez.
Mordo o lábio para não morder a ameaça loba outra qualquer
Faço as pazes pensando em mim
E quero que  pensando em você também seja assim...
Oriente e Ocidente se emendam em algum território
Também.
Mas és para eu que quero você meu vento que acaricia!
Que foge de vez em quando em outras preocupações!
Sabes que me enlouquece por não poder adivinhar!
És os versos que registro no papel
És o retrato que vicio em olhar, que insisto...
Deveras confuso és o paradoxo que escrevi para eu e ti.
És os sonho que anseio tanto e às vezes faz temer sonhar
Dentro de meu coração, és a energia que circula.
No meu cérebro és as entranhas que estranhas se
Tudo não dominar. Mas, faz o impossível em não deixar em paz
Meus desejos.
Tanto corromper de perder de vista teu ego, e
Tão altruísta (só para mim) ser. Isto é egoísta, eu sei!
Que importa! Só sou feliz tendo você.
És meu controle, és minha alegria, mas também
Provocas pensamentos ruins... e assim me faz ferver.
Aprende a ser minha lua para todas as noites escuras...
E devoto de vez fico perdida por você! 
Digo que é tua minha mão, mesmo nas provas de brasas!
Confesso mais o quê? Peça a lua para mim, que se eu não
Puder buscar me atrevo a pintá-la só para satisfazer sua alegria.
E me pergunto: o que seria um mundo completo?
Seria eu e você aprendermos para sempre sermos
Felizes, apesar das dificuldades, apesar dos desencontros...
E saber que os desencontros só são isto, desencontros!
Sabes que para sempre pode ser meu sol, então nunca se cobre!
Sem você eu sou o desequilíbrio, e com
Você eu sou a aposta no viver, sou a alegria
O que mais queres que eu vá te dizer?
Sei que me ama, Pois bem... te amo tanto,
Tanto, tanto, mais que bem... é paranóia
De tanto amor também.

Conceiça Santos