segunda-feira, 29 de março de 2010

Silêncio Sentido

O inferno de mim é
O vazio de tua voz, enfim
A morte do amor presente,
A dor do amor ausente
Nas paredes que não geme
Na porta que não bate
No chão que não treme
Silêncio sentido, Ó! Falta de ti.

No tédio da falta do masoco
De brigar,
Do êxtase do perdão gostoso
De voltar.
Da conciliação na carne,
No cheiro da lambida cuspida
Para morder na expressão.
Silêncio tão sentido, ó falta de ti.


Da vontade ardida
Conjunção amoral que sabe
Apenas ser.
Sem querer um fim
Apenas o sorrido palavrão
Sussurrado gemido assim
Silêncio sentido que estrangula
Ó! Falta de ti!

Oh! Exicitação da curtida paixão...
Que precisa apenas ser vivida.
Não entendida, sorrida de existir.
Colchão solitário, amigo silencioso
Frio para alma partir,
Sem vida
Que completo com a triste de nós,
Louca veste,
Travesseiro libidinoso.
Silêncio sentido, Ò! Falta de ti.

Se não durmo saudade triste
Desejo maldoso, latiste
Lençóis de gelo, inodoro
Manípulo gosto de dor
Usurpa da vida, traidor
Momento de inquietação
Que revela a ausência de ti
Ó! Silêncio sentido murmura ao menos!
Que sei que chegas para eu sorrir.

Maria da Conceição B. Santos.