sexta-feira, 26 de março de 2010

NÃO ME CHAMA!

Quando em agonia
Me chama e chora
Não pede só simplesmente
Com a coragem do amor
Implora
Sabe da razão sabedoria
que funciona
Gritar a saudade extremamente.

Da vida sem ti
Pedir o óbvio, lágrimas
Que temporariamente
Soluciona;
Por não poder ir

Pedir ao corpo e mente;
Mentir.
Negar ao menos, tempo
Tempo, para eu não
Morrer.
Querendo apenas poder
Sozinha, caminhante
Amiga do vento,
Sem querer consciência
Para não ouvir lamento;
Do eu, do corpo e do que
Sinto;

E tu gritas para eu ouvir?
A saudade e o desespero
Da chance para existir
Sofrível, pressinto.
Por nós; dor... Aí! Quer amar;
Para teus braços ir;
Faz-me querer correr
Achar que já posso;
Salvar a mim;
Além de salvar a ti;
Sem tábua de salvação para dois;
Mais sofrer.